quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Lê-se por aqui.


Amo-te para sempre. Fernando Alvim



"Os dias passaram a ser mais intensos, as palavras mais acintosas, a conversa mais fluída e exaltante, e de repente aumentámos para o dobro o tempo em que estávamos juntos, triplicámos as saídas, quadruplicámos os telefonemas e as mensagens, aumentámos tudo muitas vezes, tudo, tudo muito. Com excepção do que ela sentia por mim, que era muito pouco.


Isto era só eu a ganhar tempo. A decisão estava tomada; se eu queria ser um homem, teria que ser uma mulher. Assim fiz. Deitei-me na sala de operações sabendo que dormiria como Pedro e acordaria como Sónia. E mal acordei, nesse novo dia, imediatamente pensei em duas coisas: mudar o género no bilhete de identidade e ligar-lhe o quanto antes. E dando prioridade à segunda — por sempre ser ela a primeira — liguei de forma sôfrega o telemóvel. E foi aí, antes mesmo de conseguir marcar o seu número, que uma mensagem saltou no meu visor. Dizia isto: Cheguei à conclusão de que te amo. Amo-te, ouviste? Não mudes nada. Quero-te como és para toda a minha vida. Para sempre. "

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