sexta-feira, 8 de março de 2013

Do dia da mulher


Quero fazer aqui uma homenagem às mulheres portuguesas. E é sentida. As mulheres portuguesas são o nosso bem mais precioso e por isso são nossas. Nenhum outro país pode dizer o mesmo, até porque não as têm. Nenhum outro país pode orgulhar-se de dizer que as suas mulheres são só deles. Nós podemos. Porque há muito as fizemos entender que não queremos mais nada a não ser elas e por isso as merecemos e amamos tanto. É importante que as mulheres o saibam, o homem português não quer mais nada, está muito bem assim, gosta muito do que tem e salvo raríssimas excepções – que Deus nos perdoe – muito a custo vos garanto, se entrega à delícia com outras mulheres que não as nossas. E custa tanto, tanto. Ainda outro dia um amigo meu me dizia que se tinha envolvido com duas polacas e uma checa numa mesmo noite. E sabes que mais? Disse-me ele agarrando-se a mim num pranto “Não era a mesma coisa!”. É claro que não era. As mulheres portuguesas são únicas e é importante que saibam que a grande maioria dos homens sabe disso. Eu por exemplo, quando sou abordado por um turista que me pede informações sobre Portugal, não tenho dúvidas em dizer-lhe: “olhe, aquilo são os Jerónimos, mais à frente o terreiro do Paço e aquilo que está agora a passar é – e aí ajeito os colarinhos com acintosa vaidade – é uma mulher portuguesa. Olhe e ali vai outra. E mais uma. E ficamos nisto. E por causa disto, em nenhum outro país, se gosta tanto de ver uma mulher passar como em Portugal. Desde uma camisa em linho a uma passadeira na avenida da liberdade, a mulher portuguesa passa de uma forma que honestamente envergonha, faz em pedacinhos, qualquer outra que se lhes abeire. Por isso, me parece justo dizer aqui – e ouçam por favor o que vos digo – que no caso de algum dia nos quererem tirar as nossas mulheres – que são nossas ouviram bem? – o estado, este e os outros, deve accionar obviamente a sua golden share, de forma a garantir a defesa e preservação dos superiores interesses do país. Isto é, as nossas mulheres.

Fernando Alvim
Retirado do livro Não és Tu, Sou Eu

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