sábado, 4 de março de 2017

Uma mulher no meio de parafusos.

Ao contrário do que muitos possam pensar  (os meus pais), sou uma pessoa muito prática e desenrrascada. Até que ele, o amor da minha vida, me pediu para ir ao AKI comprar umas coisitas. A lista era simples. Abraçadeiras, lixa, e uma lima. Na minha ideia era chegar lá, pegar e vir embora. Muito simples e assim foi. Entrei, corri os corredores em S para não me escapar nenhum e peguei em tudo o que precisava. Devo ter demorado uns quinze minutos que ainda me perdi lá  a ver umas coisas para a casa. Fui rápida e precisa. Ao contrário de muitas pessoas que lá  andam. Nomeadamente, homens. Os homens pensam  que o AKI é deles e então quando aparece um ser de cabelos compridos, uma  mulher, na zona dos parafusos, (sozinha), todos giram a cabeça com cara de choque, e alguns de riso do género  "olha aquela  está perdida". Isto aconteceu mesmo. Hoje, a mim. Houve um senhor que me ficou a observar durante toda a minha passagem  pelo corredor. Foi nesse que peguei nas abraçadeiras. Era um senhor velhote, estava ao telefone e com certeza com bastante tempo livre que o passa no AKI. Não me senti minimamente intimidada. Nem assediada. Mas senti a estupefacção de eu estar por ali naqueles corredores. Mal estaria eu se não estivesse à vontade.
Depois de frequentar um curso de homens, numa turma de homens, numa universidade de homens, (no meu polo eram só engenharias "pesadas", electrónica, mecânica, informática... enfim, já entenderam) estou completamente a vontade. Incomodados ficam eles por estarem ali às aranhas a procura das coisas e uma lady a deixá-los ficar mal.
Tenham cuidado meus senhores! As mulheres vieram para conquistar, tudo! Não passamos só nos corredores dos tapetes e das cortinas, agora invadimos tudo.
Tomem atenção. Fica a dica.

Sem comentários:

Enviar um comentário