segunda-feira, 15 de maio de 2017

13 de Maio, Fátima e o Papa.

Assunto delicado.  Vamos falar de fé e religião.
O Papa esteve  em Portugal, menos de 24 horas. Fez o que tinha a fazer e pôs-se a andar. Muito bem Francisco, um excelente cumpridor de calendário. Mas o pouco tempo que esteve chegou para muitas e muitas pessoas, (como aquele santuário estava cheio!), serem totais devotas da sua fé.

Fui muitas vezes a Fátima, quando fazia férias com os meus pais era certinho passarmos por lá.  Foi portanto, durante vários anos, um lugar por onde eu passei. E é realmente um lugar diferente e especial. Sente-se uma paz e uma tranquilidade que é difícil encontrar em qualquer outro lugar. É diferente, ponto. Sou muito cética em relação à igreja enquanto instituição. É só a entidade mais valiosa do mundo. E aqui choca o meu lado espirituoso com o prático e racional. Como é que há tanta gente no mundo que precisa e existe uma entidade como esta  que é a igreja, em que se preocupa em divulgar os valores de solidariedade e entreajuda, não conseguem chegar mais longe e tornar este mundo um pouco melhor? Eu sei, é complicado. Muito complicado.

Mas acredito, acredito que exista algo para além do que se consegue comprovar.  A vida, a minha avó e o meu irmão sao provavelmente os maiores responsáveis por eu acreditar que há uma força maior que nós.

E no meu ver das coisas é preciso acreditar em algo que esteja fora das dimensões fisicas porque quando a vida corre verdadeiramente mal e se recorre a tudo o que se consegue, vamos-nos agarrar a quê quando não existe mais nada? À fé.  Temos todos uma pontinha dela.  Quando não há mais nada que nos possa ajudar, ela aparece. Uma fé muito vincada e particularmente desesperada.

Sobre o Papa. Adoro este papa. É um amoroso.

Tenho muito respeito sobre tudo isto.

Embora, continue a achar que "Fátima" e o 13 de Maio, para muita gente vai ser sempre, só um modelo de negócio.

É isto.
E o mundo continua a girar.


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